sábado, 26 de outubro de 2013

Conto número 4: Minha experiência com o Dota

Não é nada agradável começar um jogo novo quando você já está totalmente acostumada com a mecânica de um tipo de jogo totalmente diferente. Ou no meu caso, os jogos são parecidos, mas ao mesmo tempo são diferentes.  

Estou falando de Dota 2 e League of Legends, dois jogos que são inimigos mortais, sem brincadeira alguma. Jogo LoL há 8 meses, e desse tempo pra cá, fiquei muito viciada nesse jogo, a ponto de não sair de casa pra ficar jogando a madrugada toda, e até hoje faço isso, pra ser sincera. Mas essa não é a questão, com o LoL, foi uma coisa fácil e rápida de se aprender, de pegar as "manhas" dos personagens e, principalmente, de se jogar.

Com o Dota, eu não estou tendo a mesma sorte. E é triste admitir isso, mas eu sou uma verdadeira noob nesse jogo. Huahauah! Baixei a Steam e o jogo essa semana, e só pra baixar já foi um sacrifício terrível! Da primeira vez que tentei, meu notebook suspendeu a tela durante um certo tempo, e puf! O download cancelou. Da segunda vez, acabei tendo que fechar a Steam pra desligar o notebook (mas admito, na verdade eu queria mesmo era jogar lol) e estava com a esperança de que o download iria continuar de onde eu pausei, doce esperança frustrada... E na terceira, e derradeira vez, eu consegui baixar, mas tive que deixar o meu notebook ligado por 1 dia e meio! Que foi o tempo que levou pra baixar o bendito. E acreditem, meu pai não gostou nem um pouco dessa história.

Até que o jogo baixou. E eu fui jogar. Comecei como todo mundo, no tutorial. E no tutorial foi tudo bem tranquilo, tinha as dicas, e etc, fui bem. Mas ai, decidi jogar algumas contra bot, nesse mesmo dia. Estava com uma esperança dentro de mim de que eu sabia o que estava fazendo, porque eu já tinha uma base em jogos MOBA, que era a do LoL. Doce sonho... Levei uma surra, dos bots FÁCEIS. Fiquei realmente frustrada, pois não era o resultado esperado. Mas não desisti, continuei jogando ~all day long~ contra bots, e não teve uma única partida na qual eu conseguisse farmar bem ou não ficar negativa. 

A questão é: Por que eu não consigo me sair bem no Dota, mas me saio extremamente bem no LoL? Essa é uma pergunta difícil. Mas eu não irei desistir do meu destino no Dota, pois mais cedo ou mais tarde, assim como foi no LoL, eu vou acabar aprendendo.

E tem mais, os champs dos dois jogos são bem parecidos, apesar dos gráficos de Dota serem melhores. É bem chato perceber isso, pois até pouco tempo atrás eu fazia parte dos que odiavam Dota. Mas decidir por jogar um jogo, não quer dizer que eu vá abandonar o outro, e não irei mesmo. Até porque o Dota ainda não me conquistou totalmente, espero que quando eu pegar o jeito com algum personagem, o jogo acabe por me deixar viciada, assim como foram com todos os outros jogos que eu já joguei.

O jogo é realmente muito bom, mas não sei... Preciso tirar esse preconceito que existe entre jogadores de LoLxDota de dentro de mim pra poder aproveitar de verdade o que o Dota pode me oferecer.  E sei que isso não vai ser nada fácil, e que eu não vou contar com o apoio dos meus amigos porque todos eles jogam LoL, mas jogar solo é algo que eu já estou acostumada, então não vai ser difícil, eu acho. Mas não será a mesma coisa, pois quando eu comecei no League, eu tive o apoio dos meus amigos desde o level 2 ou 3, e eles me ajudaram em tudo, em builds, em pvp, em personagens e em farm. E no Dota eu não tenho isso. Ou seja, vai ser realmente um esforço triplamente difícil, porque eu vou fazer tudo sozinha.

Mas esperança é algo que não me falta, muito menos força de vontade. E é isso ai, espero que a minha experiência com o Dota daqui por diante seja positiva. E que eu ao menos consiga fazer uma "mega-matança, alguém por favor o mate!" <3

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Conto número 3: Paula, uma visão antropofágica

"Tão difícil quanto praticar o ato do canibalismo em uma era de pessoas tão preocupadas com os direitos humanos, é o ato de tentar descrever alguém. Paula é uma das minhas restrições canibalísticas, e não vejo forma melhor de descrevê-la, do que deixando isso bem claro. 

Quando a conheci, estava a procura de uma vitima para o meu ritual de todas as quartas feiras, e lá estava ela, sentada em um ponto de ônibus comendo um cachorro-quente pouco apetitoso (mas que segundo ela, era ótimo). Me aproximei, tentando deixar claro meu tom ameaçador, porém, logo depois percebi que ela tinha no ouvido fazendo um barulho estrondoso, dizem que se chamam "fones de ouvido ao som de rock". 
Continuei encarando-a por longos 12 minutos, até que ela pareceu notar minha presença. Devo dizer que ela é realmente muito desligada. Ela me encarou de volta e perguntou porque eu estava olhando para ela. Vejam só! Além de tudo, é chata! Ao ver que a boca dela estava suja, logo decidi que ela não era pra ser o prato principal do meu cardápio. 

Passei algum tempo sem ter resposta para o que ela dizia, por isso decidi não falar nada, mas parece que ela ao contrário de me achar ameaçador, me achou simpático, e decidiu puxar assunto comigo, que menina louca... Mas acabei cedendo. Passamos algumas horas conversando. Contei para ela que pensava em matá-la para o meu ritual, mas ela apenas riu da minha cara sarcasticamente e me comprou um milk shake, que louca."



Texto apresentado a Professora Liz, da disciplina de língua portuguesa do IFBA, na aula de redação. 


    Bem, um pouco cômico, não é? A ideia principal era fazer uma autobiografia, e haviam duas propostas, uma em minha própria perspectiva, e outra, na perspectiva de alguém. Decidi pela segunda opção, e uma onda literária fluiu em mim, assim criando essa história. Nada melhor do que falar de você mesmo implicitamente no corpo de um canibal não existente.