sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Conto número 2: Triste Fim de Policarpo Quaresma

Olá moços, senhores, senhoras, donzelas, animais super inteligentes e afins! Hoje, depois de quase 1 mês sem postar nada, eu decidi dar uma atualizada nisso daqui. Contando o fato numero 1 de que eu estou sem imaginação, está tudo normal. 
Seguinte! Segunda feira agora (24/09) eu vou apresentar um seminário sobre a influência da lingua tupi no idioma brasileiro. E enquanto eu fazia uma pesquisa rápida pra me situar no assunto e saber o que falar lá na hora, me veio a cabeça o seguinte livro: "TRISTE FIM DE POLICARPO QUARESMA", do Lima Barreto. 
Sim, é exatamente um daqueles livros chaaatissimos que você é obrigado a ler nas aulas de literatura da escola e ainda tem que fazer uma prova sobre o mesmo. Bom, eu não penso dessa maneira, na verdade, eu adoro quase todos os livros paradidáticos que o colégio pede pra gente ler ao longo da vida. E não é brincadeira, não mesmo. Eu li quase todos os livros do José de Alencar sem precisar o professor ficar mandando, e por incrivel que pareça, curti muito cada um deles.
Enfim, cada livro tem a sua magia, e Triste Fim de Policarpo Quaresma é um desses também. Devo admitir que o começo do livro não anima muito, mas quando você vai folheando as páginas, uma história interessante começa a sair dali de dentro, um desenrolar bastante interessante, inclusive. 
Enfim, eu li esse livro durante a greve de 3 meses dos institutos federais, junto com vários outros clássicos da literatura brasileira que encontrei aqui em casa. Vou dar um breve resumo sobre o mesmo:

Cena do filme: "Policarpo Quaresma, Heroi do Brasil."
"Triste Fim de Policarpo Quaresma é um romance pré-modernista, considerado por alguns o principal representante desse movimento (VALEU, Wikipédia!). É um livro extremamente nacionalista. O personagem principal desse livro nutre uma paixão avassaladora pelo seu país, tão avassaladora que ele não chega a fazer coisa nenhuma que não seja considerada verdadeiramente brasileira de raiz! Algumas das ações do mesmo são um pouco exageradas, mas isso dá um ar cômico a leitura, e se você não ler com preconceitos, pode até dar algumas risadas em alguns trechos, de tão engraçados e sarcásticos que eles soam ao mesmo tempo. Policarpo passa a maior parte do seu tempo lendo livros sobre o Brasil (era de se esperar, né?), e tem uma biblioteca gigantesca apenas com livros brasileiros. Logo depois ele contrata um violeiro para o ensinar a tocar e cantar algumas serestas (brasileiras, obviamente), tanto que em um trecho, ele fica muito decepcionado ao perceber que uma das serestas que o amigo violeiro cantava era de origem portuguesa. O ápice da história, na minha humilde opinião, se dá quando Policarpo, com aquela cabeça patriota dele, decide por si próprio que o Tupi deveria ser a lingua oficial do país! E chega até a mandar uma carta para o presidente pedindo a mudança do idioma! Logo depois disso ele foi levado a um hospício, e começou a ser visto como um homem doente aos olhos de toda a sociedade carioca da época. Well, após sair do manicômio, Policarpo decide ir trabalhar no campo, levando sua irmã junto... A pobrezinha já era sozinha e só vivia pro irmão, imagina a vida da moça na roça? Antisocialismo desde sempre! O que o protagonista não entende, é que o terreno do seu sitio não é fertil, mas ele decide a todo lucrar com colheitas ali, e sem nenhum fertilizante. E, excentrico do jeito que é, acabou se metendo em mais confusões com as pessoas daquelas terras. A terceira e ultima parte do livro, se dá quando Policarpo decide voltar ao Rio de Janeiro para servir o governo durante a revolta. Obviamente, ele tinha várias ideias para ajudar na revolta, mas nenhuma delas era aceita, o que o deixou meio revoltado e o fez entrar na guerra, onde ele acabou matando um civil. E no final, Policarpo, com sua sede de nacionalismo, acaba preso injustamente, por falar demais! E o pior, por algo que era verdade, mas que não devia ser revelado. Ou seja, traição! Por já ser mal visto, ninguém quis o ajudar, nem mesmo sua afilhada, Olga, que tinha uma admiração imensa pelo padrinho. Implicitamente na história, já se percebe que Policarpo acabou sendo morto a pedido do presidente. O que é bem triste, já que ele era a prova viva do nacionalismo, coisa que já não se tem muito hoje em dia, a não ser em época de copa do mundo, quando todo mundo resolve torcer e amar o Brasil."


E esse é o meu resumo/resenha crítica que eu tentei fazer sobre o livro, não sei se ficou bom, não tenho muita experiência nesse assunto. Mas espero que esteja aceitável. O livro inclusive me fez pensar: "Como seria nossa vida hoje em dia, se as mudanças de Policarpo tivessem sido aceitas?" Com certeza nós seriamos mais patriotristas... Falaríamos uma lingua indigena, porém nossa, dáriamos mais valor as nossas terras férteis, e a política talvez não estivesse tão hipócrita e sensacionalista como é nos dias de hoje. É um livro que nos faz pensar, ou me fez pensar... Pelo menos. É uma leitura meio chatinha, porém que vale muito a pena no final. E nos dá meio que uma liçãozinha pra vida. 

That's it, guys! Vejo vocês na proxima postagem, e me desejem sorte no meu seminário segunda.